Minhas reflexões  

Daniela, por ela mesma...


 
Dia 11 de setembro de 2001. Um dia no qual eu gostaria de n�o ter acordado t�o cedo. Levantei, tomei meu caf� de costume e acessei um pouco a Internet. N�o tenho o costume de assistir televis�o pela manh�, mas nada como quebrar a rotina :) Quando ligo, fico perplexa. O que era aquilo? Cinco minutos depois, vejo, ao vivo, o segundo avi�o chocar-se na segunda torre do World Trade Center. Daqui um pouco mais, um peda�o do Pent�gono ardia em chamas. Fico como que hipnotizada frente a televis�o, n�o acreditando no que meus olhos viam. Tendo assistido a Pearl Harbor j� tinha uma id�ia do que seria um ataque surpresa, mas se tratava de um filme e de um acontecimento distante da minha �poca. Nunca imaginei que veria algo assim. Vai completamente contra meus princ�pios. A morte n�o me atemoriza; sei que ela causa mais dor aos que ficam do que aqueles que partem. Mas, matar inocentes por causa de um motivo qualquer (religi�o, pol�tica, o que quer que seja) me deixa muito indignada! Ainda assim, o povo mantinha-se aparentemente calmo, andando para se afastar daquele inferno que tinha se transformado aquela parte da cidade. Os notici�rios transmitiam ao vivo, at� depois de passado um bom tempo da trag�dia. Parecia que queriam que tudo aquilo se estendesse por mais algumas horas para manter seu ibope alto. Infelizmente a curiosidade humana (e a minha � um pouco al�m desta) me mantinha na frente da tela. Dei um basta. Desliguei e sa� da sala.
Querendo fugir daquela realidade que se mostrava insana e tr�gica demais para mim, fui � locadora. L� encontrei um filme que fazia algum tempo que queria assistir: "Amores poss�veis". Nunca fui f� do cinema nacional, mas depois de assistir "Pequeno dicion�rio amoroso" vi que haviam coisas muito boas para serem prestigiadas.
Carlos atravessa uma chuva torrencial para chegar ao cinema. L�, p�em-se a esperar pela sua companhia. Passa o tempo, come�a a sess�o e ele continua ali, convicto que ela ir� chegar.
15 anos se passam... Realidade um: ele tornou-se um advogado bem sucedido, casou-se mas nunca esqueceu de seu grande amor. Realidade dois: ele � casado com um amigo que costumava jogar futebol com ele. Casou-se com Julia, teve um filho, mas descobriu que gostava de algo diferente. Realidade tr�s: tornou-se um rapaz que vive na barra da saia da m�e, tem milhares de casos e apega-se a desculpa que nenhuma mulher � perfeita para ele. Um dia, vai a uma ag�ncia de "almas g�meas" e l� tem a esperan�a que seu problema ser� resolvido.
Bom, � claro que n�o irei contar o final do filme. Estas foram apenas as cenas iniciais. Como acredito neste sentimento que se chama amor, adorei as duas horas que passei em frente a televis�o. Foram ilus�es as quais assisti que fizeram com que meu dia n�o terminasse de uma forma t�o triste.
Se, na hora de ir dormir, tinha ficado com uma m� impress�o, com aquele sentimento que nos toma depois de vivenciar algo ruim, imagina as pessoas que estavam l�, que realmente viveram aquele triste momento. A todos, desejo paz.

  posted by Daniela @ 4:00 AM


quarta-feira, setembro 12, 2001  
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